domingo, 16 de maio de 2021

Investigar o STF é proibido pelo STF, decide STF


Como todos os brasileiros sabem, o Supremo Tribunal Federal é o topo do Poder Judiciário, acima dele não há ninguém, e até Deus deve tomar cuidado porque suas ordens ao universo podem ser facilmente questionadas e anuladas pelos onze ministros da corte toda poderosa. 

Depois do episódio esdrúxulo no qual o ministro Marco Aurélio classificou como "inconcebível" a tentativa do Ministério Público de investigar o Supremo, surge uma nova polêmica: Fachin, ministro do STF, arquivou o inquérito e proibiu a Polícia Federal de investigar Toffoli, também ministro do STF, que teve seu nome citado em delação do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Cabral informou que o ministro recebeu R$ 4 milhões para favorecer dois ex-prefeitos da capital do Rio de Janeiro. O pagamento foi feito no escritório de sua mulher, Roberta Rangel. Com base nesse depoimento, a Polícia Federal solicitou a abertura de inquérito contra o ministro, o qual foi barrado por Fachin.

 A JUSTIFICATIVA DO STF

Fachin afirma que a Procuradoria Geral da República entrou com recurso contra o depoimento de Cabral por acreditar que ele ocultou valores de propina e corrupção recebidos e, por isso, o STF deve seguir o entendimento da PGR sobre a validade do depoimento. 

Se não entendeu a lógica do STF para salvar seu amiguinho, eu te explico: a PGR desconfia que Sérgio Cabral não contou tudo o que sabe sobre os valores de propina e, por isso, entrou com recurso. O STF usou isso para salvar um de seus membros de uma investigação, alegando que o depoimento pode não ser verdadeiro em relação aos valores e ao que foi dito sobre Toffoli.

Mas se Toffoli não tem nada a temer e não deve nada, por que não deixam investigar? 

Se essa corte tivesse um mínimo de ética agiria de forma diferente, mas o Brasil não é para amadores, não é mesmo?

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