terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Pluralismo político, o princípio fundamental da Constituição ignorado nas universidades brasileiras


Em uma aula de Direito Constitucional que assisti, o professor explicou sobre os princípios fundamentais da nossa Constituição. O que mais chamou minha atenção foi o Pluralismo Político. A explicação do professor foi a seguinte: "Pluralismo político significa pluralidade de ideias. Significa que o Brasil valoriza a pluralidade do pensamento. Você tem a liberdade de pensar o que quiser e, qualquer pensamento de monopolizar a ideia, qualquer pensamento que tenha como verdade apenas uma forma de pensar vai contra esse princípio. É esse fundamento que permite, por exemplo, a marcha da maconha, ou a marcha a favor da liberação do aborto. Apesar do ato ser proibido, o pensamento não é."

Qualquer pessoa que já estudou Direito ou apenas se deu ao trabalho de ler alguma parte da Constituição brasileira sabe que a Lei é linda na teoria, mas na prática há muitas controvérsias. Com o princípio do pluralismo político não seria diferente.

A pluralidade de ideias dentro das Universidades brasileiras é um mito! 

Dentro da UERJ, por exemplo, há uma pintura do ditador Che Guevara no nono andar; o Centro Acadêmico de pedagogia se chama Paulo Freire e grande parte dos eventos são para homenagear tiranos como Maduro, Fidel e Chavez. Já experimentou falar mal ou criticar algum desses ícones da esquerda dentro da universidade?





Ou já tentou passear por lá com uma camisa de um candidato que eles não apoiam? 


E se você pensa que só os estudantes são vítimas da polícia do pensamento, está completamente enganado. Um professor ousou falar na USP que o socialismo não deu certo e sua aula foi invadida por filhinhos de papai que querem mudar o mundo, mas não arrumam seu próprio quarto nem fazem sua própria comida.

Então, por onde anda esse tal pluralismo político dentro das Universidades? Pois tudo o que vejo é a polícia do pensamento agindo com toda a sua força e em todos os cantos tentando calar qualquer um que não concorde com doutrina de esquerda pregada nas faculdades. 

Nos "debates" promovidos pelas universidades brasileiras, só há a defesa de um lado. A mesa é composta por integrantes do PSOL e do PSTU, onde está a pluralidade de ideias? 
Os alunos do curso de filosofia terminam os quatro anos de curso sem saber quem é Burke, mas sabem muito bem quem é Marx, onde está a pluralidade de ideias? 
Os alunos do curso de pedagogia terminam os quatro anos de curso sem saber o que são as artes liberais, mas sabem muito bem quem é Paulo Freire, cadê o outro lado? Onde está a pluralidade de ideias?

A tal "liberdade" e a tal "diversidade" pregadas na universidade são bem parecidas com a escravidão, então se você é universitário e tem um pensamento contrário ao da esquerda ou apoia um candidato diferente do deles, cuidado! A polícia do pensamento está de olho em você.





“O pensamento conservador na universidade é caçado, proibido, negado e perseguido. Quem está na universidade sabe que a maioria dos professores não indica bibliografia conservadora e que ela continua sendo hermeticamente fechada a qualquer discurso que não seja marxista ou associado”, reforça Luiz Felipe Pondé, professor, filósofo e escritor.