segunda-feira, 27 de novembro de 2017

ONU imita o nazismo e sugere aborto de crianças com síndrome de down


A Síndrome de Down não é uma doença. Ela é apenas uma ocorrência genética. Em vez de a pessoa nascer com duas cópias do cromossomo 21, ela nasce com três. Essas pessoas têm opinião, não são coitadinhas, elas estudam, trabalham, vivem normalmente como qualquer outra. Mesmo assim o advogado Yadh Ben Achour, representante da Tunísia na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, resolveu defender a aprovação de uma lei que proteja mulheres grávidas que desejam abortar filhos com síndrome de down. 

O advogado afirmou em uma reunião oficial da Comissão que o aborto para crianças com Síndrome de Down é um meio viável e deveria ser discutido pela comissão, pois, segundo ele, é preciso evitar que pessoas vivam com desvantagens ao longo de toda a sua vida: "Nós podemos evitar as desvantagens e devemos fazer tudo o que pudermos para evitá-las."

Perceba o perigo nessa declaração, já que ele pode usar o mesmo argumento para matar/abortar também negros, mulheres, homossexuais e pobres apenas argumentando que eles terão desvantagens ao longo de suas vidas.

Uma jovem de 21 anos chamada Charlotte Helene Fein que tem síndrome de down fez um discurso e uma carta aberta que viralizou na internet onde defendeu seu direito de viver e argumentou que a ONU tem se comportado como os nazistas. Sua resposta ao advogado foi publicada pelo ONG Live Acition

"Na década de 1930-40, os nazistas decidiram se livrar de todas as pessoas com deficiência. Mais de 200.000 pessoas foram assassinadas. Incluindo muitas crianças com Síndrome de Down. Hoje, a mesma coisa está acontecendo. Um teste que verifica a existência de Síndrome de Down está sendo usado para erradicar todos os bebês com essa deficiência."

Fien também declarou se sentir "profundamente ofendida" e atacada por uma instituição que deveria defender os direitos humanos, como o da vida, e não tirá-los. 

Se dirigindo ao advogado ela declarou: "Eu sou um ser humano como você. Nossa única diferença é um cromossomo extra. E parece que meu cromossomo extra me deixa muito mais tolerante que o senhor... Se outras características hereditárias, como a cor da pele, fossem usadas para erradicar um grupo de pessoas, o mundo gritaria. Por que vocês não estão chorando quando pessoas como eu estão sendo extintas? O que fizemos para vocês quererem que desapareçamos?" 





A EUGENIA NAZISTA 

O termo eugenia significa "bem nascido". Ela foi definida por Francis Galton como "o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações física ou mentalmente." O nazismo tinha o projeto de eliminar da sociedade qualquer tipo de pessoa que apresentasse alguma dificuldade mental ou física com a justificativa de que eles eram inferiores. O historiador Philippe Burrin explicou em seu livro "Hitler e os judeus" como o Führer lidava com essas situações:

[...] Solicitado por um casal que lhe pedia para autorizar a morte do filho incurável, Hitler respondeu favoravelmente. Decidiu então que o mesmo destino seria imposto sem apelação a todos os recém-nascidos portadores de deformações ou anormais. No dia 18 de agosto de 1939, uma circular do Ministério do Interior obrigava os médicos e parteiras do Reich a declarar as crianças que sofriam de uma deformidade. Reunidos em seções especiais, elas foram mortas pela injeção de drogas ou pela fome.”
Parece que a ONU flerta bastante com o nazismo e não aceita que ser diferente é normal.