sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Depoimento de um negro contra o movimento negro


Falar sobre o movimento negro no Brasil não é algo muito fácil, haja vista a imensidão de artigos que poderiam ser produzidos sobre este assunto. Vou falar sobre algumas coisas que me fazem desacreditar do movimento e não me sentir representado por ele, mesmo sendo negro, o que pode até parecer um grande paradoxo.

Muitos negros usam o fraco argumento da dívida histórica como forma de justificar algumas atitudes suas como: clamar por "bolsas-qualquer-coisa" por ser negro ou até mesmo praticar o “racismo reverso” (continue se iludindo achando que não existem negros racistas. Por favor, não seja inocente a este ponto!)

Seguindo o pensamento marxista, somos conduzidos a pensar na eterna luta de classes que norteia toda a história da humanidade e a transportá-la para a história do nosso Brasil. Isso faz com que tenhamos a velha visão de que o colonizador português seria o opressor e os negros seriam os oprimidos.

Os negros foram oprimidos no Brasil?

Claro. 

                                                                   

Mas por razões ideológicas, algumas pessoas são incapazes de admitir que negros também oprimiam e escravizavam negros, como o louvado Zumbi dos Palmares, assim como muçulmanos escravizavam tanto negros como brancos de olhos azuis e egípcios escravizavam judeus. Ou seja, a cegueira causada pela causa negra não permite enxergar que a escravidão era algo comum para a época e pessoas de todas as cores eram vítimas, não apenas os negros.

Os outros casos de escravidão (além da negra) ao longo da história em diferentes regiões do planeta praticada e sofrida por diversas etnias ajudam a enfraquecer ainda mais o argumento da dívida histórica, que ganha ares de exclusividade negra quando tratada por esquerdistas. 

Imagine que loucura seria se, em outras partes do mundo, por exemplo, bósnios cobrassem dívida histórica dos muçulmanos pela escravidão, ou judeus fizessem o mesmo contra egípcios. Não há dúvida de que a ONU, a grande mídia, os pseudo intelectuais, a classe artística e seu professor de história tomariam as dores dos muçulmanos e egípcios.




Alguns negros se colocam até em uma posição de verdadeira cegueira histórica (ou até mesmo desonestidade) ao não reconhecer ou desmerecer os feitos da família imperial do Brasil no séc. XIX em prol do verdadeiro movimento negro. O Abolicionismo era o autêntico movimento popular brasileiro no final do Brasil Império, que culminou na abolição da escravatura no Brasil assinada pela Princesa Regente Dona Isabel, atendendo aos anseios da população. 

Tal fato, até hoje muito lembrado, colaborou para que a mesma ganhasse o título de “O maior Brasileiro de todos os tempos”, em uma pesquisa realizada pelo canal SBT, em 2012.

Para terminar este artigo, gostaria de compartilhar com você, caro leitor, uma pequena experiência pessoal envolvendo racismo reverso por parte de negros como forma de se chegar a uma falsa justiça:

Após três longos anos de muito sofrimento, dor, desilusões, e muita procura, enfim, consegui arranjar uma namorada! Com o coração exultante em alegria, fui contar a novidade para uma amiga, que é negra. Ao contar a notícia, naturalmente, fui interpelado com uma pergunta imediata. Até aí normal. Minha amiga poderia ter perguntado como eu a conheci, onde ela mora, se ela trabalha, como é a família dela, ou ter feito o que eu considero o básico da educação: ter perguntado o NOME dela. Antes mesmo de perguntar o nome dela, a ÚNICA pergunta que ela fez foi: “A sua namorada é negra?”


Agora imagine a mesma pergunta sendo dita por um branco.

Artigo escrito por Antonio Junior e revisado por Jenifer Castilho.