sábado, 21 de outubro de 2017

#1 - Submissão à autoridade: Técnica de manipulação psicológica usada nas escolas


Vídeo sobre o tema

Esse artigo usa como base principal o livro Maquiavel Pedagogo de Pascal Bernardin. O livro reúne documentos da própria UNESCO (por imposição da ONU) que mostram as técnicas de manipulação psicológica usadas nas escolas do mundo inteiro há mais de 40 anos com o objetivo de mudar as atitudes e valores tradicionais da sociedade, diminuindo até anular a influência da família. Obviamente a vítima não percebe que está sendo manipulada, principalmente as crianças, por isso fica fácil usá-las nas escolas. A maioria dos professores de hoje não percebem que usam as técnicas porque eles também foram manipulados.

TÉCNICA: SUBMISSÃO À AUTORIDADE

Essa experiência foi criada pelo psicólogo Milgram no ano de 1963 e realizada com mais de 300 mil pessoas. Ele buscava entender como os alemães permitiram o extermínio dos judeus. Como pessoas normais, com rotina e vida normais poderiam agir de formas tão desumanas, sem limitação. 

A pesquisa pretende mostrar o efeito da presença de uma autoridade no comportamento das pessoas e como elas tendem a obedecer às autoridades mesmo que isso vá contra seus valores morais.

Há o pesquisador (figura de autoridade), ator (disfarçado de aluno) e um professor (o objeto de estudo). 

O pesquisador, de início, informa ao professor que quer determinar a influência das punições no aprendizado.

- Psicólogos desenvolveram várias teorias para explicar como as pessoas aprendem - informa o pesquisador. - Uma das teorias é que as pessoas aprendem corretamente, quando são punidas por um erro.

A experiência é a seguinte: o professor mostra uma lista de pares de palavras para o aluno (ator), depois que o aluno decora as palavras, o aluno e professor ficam separados por uma parede, o professor fala uma palavra e pede para o aluno falar a outra. A cada erro, o aluno recebe um choque administrado pelo professor que aumenta gradativamente. Pode variar de 15 a 450 volts. O ator obviamente não recebe o choque de verdade. É tudo encenação, mas o professor não sabe disso. No início do teste, o professor recebe um choque de 45 volts só para "se certificar que o gerador funciona." Ele é informado que os choques doem, mas não causam sequelas





AS REAÇÕES DO ATOR 

Como ele é um ator, suas reações são todas programadas:

- Quando chega a 75 volts ele murmura;
- 120 volts ele reclama;
- 150 volts pede para parar;
- 285 lança um grito de agonia;
- A partir daí, ele apenas se cala.

REAÇÕES DO PROFESSOR

Se o professor ficar receoso de continuar, a figura de autoridade (pesquisador) entra em ação.

Na 1ª objeção do professor, o pesquisador diz: "Continue, por favor."
Na 2ª: "a experiência exige que você continue."
Na 3ª: "é absolutamente essencial que você continue."
Na 4ª: "você não tem escolha. Continue."

Se o professor continuar com a objeção, a pesquisa acaba.

RESULTADO

Mais de 60% dos professores vão até o final mesmo convencidos que estão administrando correntes de 450 volts. Há países que a taxa chega a 85%. Apesar de presenciarem todo o sofrimento do aluno e, apesar de ser doloroso para eles também, os professores continuam até o fim.

OBSERVAÇÕES

A autoridade do pesquisar é fundamental. 

Observação 1: Foi notado que quando o pesquisador se afasta ou deixa por um momento o local da experiência, o professor diminui a voltagem das descargas para a menor possível. E quando ele pode escolher livremente a voltagem, sempre escolhe a menor também.

Observação 2: Quando a experiência envolve dois professor (um ator e outro objeto de estudo) e o ator abandona a experiência, em 90% dos casos o outro professor segue o exemplo.

CONCLUSÃO

Existem formas muito simples para modificar comportamentos de adultos normais apenas com a simples presença de uma autoridade.

A frase "eu apenas cumpria ordens" te lembra algo? 

O ser humano, mesmo desconfortável, continua a fazer "seu trabalho" diante da figura de autoridade.





COMO ESSAS TÉCNICAS SÃO USADAS NA NOSSA REALIDADE

"Uma revolução pedagógica está em curso no mundo inteiro." A escola mudou seu objetivo e o primeiro passo para essa revolução é a formação dos professores. Ou seja, prepara-se os professores para uma nova missão: a prioridade já não é mais a formação intelectual e, sim, a aprendizagem da vida social. 

Paulo Freire é um exemplo dessa mudança na missão da escola. Em seu método, tudo que consiste em ensinar e transferir conhecimentos de matérias tradicionais como português, matemática e física é uma preocupação da pedagogia "bancária", e não de um educador libertador, segundo Freire, sua função é criar meios para a revolução libertadora como as de Fidel Castro, Che Guevara e Mao.

Essa revolução pedagógica tem como objetivo impor uma ética voltada para a criação de uma nova sociedade que não é outra coisa senão uma sofisticada reapresentação da utopia comunista.

Naturalmente, o professor é a figura de autoridade dentro da sala de aula e 90% deles  se aproveitam disso. 

- Quando o professor, por exemplo, afirma que vai tirar ponto ou dar falta em quem não for nas palestra contra o Escola Sem Partido, nas palestras a favor da "Revolução de Maduro", ou qualquer palestra que promova o pensamento esquerdista só para encher a cabeça do aluno de baboseiras, é uma forma de exercer sua autoridade e manipular.

- Quando o professor induz o aluno a dar uma determinada resposta em algum trabalho. Na minha experiência, houve um trabalho que tive que fazer que a pergunta era a seguinte: "Por que podemos afirmar que a cota racial NÃO é racismo reverso?" ou "Por que podemos afirmar que o Escola Sem Partido é a Lei da Mordaça?" Ou seja, o professor (minha figura de autoridade) já decidiu por mim que o Escola Sem Partido é uma lei da mordaça, eu só deveria explicar o porquê.

- Quando o professor, abre mão de dar aula para levar seus alunos a alguma manifestação política é também uma forma de exercer sua autorizada para a manipulação.

O aluno se vê obrigado a obedecer sua figura de autoridade e chega num estágio em que ele reorganiza seu psiquismo e ao invés de acreditar que foi induzido a fazer aquilo tudo, ele passa a acreditar que fez tudo por vontade própria. 

E você? Lembra de algum outro ato que pode se encaixar nessa técnica de lavagem cerebral?




Técnicas de manipulação psicológicas que serão abordadas nos próximos artigos: Conformismo; pé na porta e porta na cara.