segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Mentiram para você. Não existe dívida histórica entre negros e brancos.


"A água é insípida, inodora e incolor", você, com certeza, já ouviu essas palavras na escola. Pois é, essa afirmação não é verdadeira. Os professores costumam contar algumas mentiras inofensivas em sala de aula que, as vezes, nem mesmo eles sabem que são mentiras. 

Também acontece de eles contarem mentiras não tão inofensivas assim, elas passam de geração em geração e criam grupos de debates, pautas políticas e militantes para a causa. 

A dívida histórica é um perfeito exemplo de mentiras contadas na escola. A própria definição do termo já é absurda: "dívida histórica é um termo usado para afirmar que a população do presente deve pagar as injustiças que as populações do passado cometeram contra algum grupo."

Imagine a seguinte situação: o dia está chuvoso e frio, você está em casa assistindo um filme ou uma série na Netflix e sua campainha toca. No seu portão está um oficial da justiça com uma intimação de um processo de execução de dívida histórica em seu nome. Você fica confuso, não entende o que está acontecendo. Ele explica que a dívida, na verdade, é de um senhor que morou na mesma cidade que você há décadas e décadas atrás. O senhor devedor e a pessoa que ele devia já morreram, mas seu bisneto resolveu cobrar a dívida agora, depois de oitenta anos. Como você tem as mesmas características do devedor (branco, mora na mesma cidade e é descendente de italiano), o bisneto achou justo cobrar de você.

Essa situação é um completo absurdo não é mesmo?

Acontece que nossos pseudointelectuais sociólogos, filósofos e historiadores afirmam que todo homem branco ocidental é culpado pelo sofrimento do homem negro. Grande mentira!

Atualmente relacionamos negros a escravos porque a escravidão africana foi a última, é a mais recente. Porém, muito antes do europeu resolver atracar um navio negreiro na costa africana, milhões de africanos já haviam sido vendidos como escravos pelos árabes e muçulmanos. O mundo islâmico, por exemplo, escravizou mais de um milhão de cristãos europeus. 

E você já viu por aí algum cristão cobrando essa "dívida"? 

Os portugueses aprenderam com os africanos a comprar escravos e os africanos lutaram contra o fim da escravidão já que era um regime lucrativo para eles. Se não fosse a influência da Inglaterra, a escravidão duraria muito mais.

O primeiro proprietário de escravos dos Estados Unidos foi um negro angolano que adotou o nome de Anthony Johnson. Ele trabalhou por um tempo como servo contratado, recebeu uma propriedade rural como pagamento e lá teve a seu serviço o primeiro escravo negro da história dos Estados Unidos, John Casor.

Isso era uma prática comum naquela época: a primeira providência de quem conseguia sua alforria era comprar escravos para lhe servir. Zumbi dos Palmares, por exemplo, depois que conseguiu deixar sua condição de escravo também comprou escravos. Foi tanto vítima quanto carrasco daquele sistema horrível.

Segundo o historiador Robert Davis, entre 1500 e 1800, os reinos árabes do norte da África capturaram de 1 milhão a 1,25 milhão de escravos brancos de olhos azuis, mas quando apresentei essa fato para a professora da minha faculdade, ela disse que não o conhecia.

Negros escravizaram negros
Negros escravizaram brancos
Brancos escravizaram negros
Brancos escravizaram brancos

Comprar gente era um ato corriqueiro de quem subia na vida, tanto entre brancos como negros. Tinha mais a ver com a posição social do que com a cor da pele, então, se negros também eram senhores de escravos, por que o movimento negro insiste em culpar os brancos por tudo de ruim que lhes acontece? E você acha justo brancos serem obrigados a pagar por injustiças cometidas por outros brancos?






Para conhecer mais a fundo sobre o tema recomendo as seguintes leituras:

- Cristãos escravos, senhores muçulmanos, de Robert Davis
- Guia politicamente incorreto da história do Brasil, de Leandro Narloch
- Mentiram (e muito) para mim, de Flávio Quintela