quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O perigo do ensino religioso nas mãos do MEC


Os ministros do STF decidiram nesta quarta-feira (27) por seis votos a cinco em favor do ensino religioso confessional nas escolas. Veja!

Ensino religioso confessional significa que as aulas podem seguir o ensinamento de uma religião em específico e autoriza a contratação de representantes de religiões para ministrá-las. A matrícula é facultativa e o aluno pode escolher sobre qual religião quer aprender. 

Muitos consideraram essa decisão uma vitória. Mas vitória para quem?

A questão não é somente sobre a laicidade do Estado, vai além disso. O ensino religioso nas mãos do MEC se tornará pura doutrinação, o governo usará a religião como ferramenta para a revolução como faz com todas as outras matérias. Quando o povo brasileiro vai aprender e parar de confiar no Estado? 






Pare e pense: que moral o Estado tem para ensinar seu filho sobre qualquer religião? Você realmente confia nos professores? A rede pública não é capaz nem de ensinar português e matemática, imagina como ficará um tema tão complexo como religião!

Em escolas privadas onde os pais venham consentir o ensino religioso através de contrato, tudo bem. Mas o ensino religioso nas escolas públicas é dar aval ao Estado para intervir na maneira que você educa seu filho. Religião pode ser ensinada em casa, nas igrejas e nas instituições privadas.

Então, já que a matrícula na disciplina é facultativa, o melhor a se fazer é não deixar as crianças nas perigosas mãos do Estado. Gramsci já dizia:

"Não tomem quartéis, tomem escolas e universidades, não ataquem blindados, ataquem ideias."

Ensino religioso nas escolas só tem um resultado: o MEC será Deus e os professores, os profetas.