terça-feira, 19 de setembro de 2017

Entenda a liminar que permite que psicólogos ofereçam tratamento para homossexuais

O juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio De Carvalho concedeu liminar que abre brecha para que psicólogos ofereçam terapia de reversão sexual. Saiba mais. 

O que isso quer dizer? 

Agora, o homossexual que estiver confuso quanto a sua sexualidade poderá procurar um psicólogo. A liminar trata de reorientação sexual para homossexuais interessados, mas, nesse caso, o profissional poderá até mesmo ajudá-lo a se aceitar do jeito que é. É comum encontrarmos homossexuais que não se aceitam, que têm medo de se assumir, que afirmam que se pudesse escolher não seriam homossexuais, pois não querem passar pelas dificuldades, aceitação da família, preconceito e esteriótipos ao longo da vida. O psicólogo poderá ajudar com isso. 







A função do psicólogo clínico é auxiliar o paciente, independente da situação. E, se no caso, o mesmo achar que não é gay, ou não se sentir bem como gay, o profissional vai auxilia-lo da melhor maneira possível.

Mas o homossexual que não estiver confuso quanto a sua orientação sexual poderá seguir sua vida normalmente sem procurar médico algum.

Entenda: 

Nenhum psicólogo recebeu autorização para invadir casas de homossexuais e obrigarem a se tornarem héteros.
Nenhum psicólogo fará lavagem cerebral a ponto de virarem héteros.
Nenhum homossexual será obrigado a procurar um psicólogo.

A proposta é simples. Ela apenas abre possibilidades para quem acha que precisa de ajuda.

Atualmente, esse tipo de intervenção era proibida, mesmo se ocorresse a vontade do paciente. Se algum homossexual chegasse ao consultório de um psicólogo pedindo ajuda e o profissional aceitasse, sua licença poderia ser caçada.

OPINIÃO:

Se eu acho que homossexuais precisam de tratamento? Não. Não acho. 

Mas se um deles achar que precisa de tratamento e resolver procurar um psicologo? Se alguém está em depressão porque não se aceita por ser gay e resolver procurar ajuda? Quem é o Estado para proibir? 

No mundo gay, nem tudo é arco-iris. 

A liminar trata simplesmente da liberdade de escolha.