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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Por que o feminismo atrapalhou a vida das mulheres



Oito horas da manhã de uma segunda-feira. 

Eu acordo, tomo café, minha cunhada leva seu filho para a creche e nos dirigimos para a academia. Quando voltamos, meu namorado está no quintal. Eu o olho de cima a baixo, ele e o pedreiro estão sujos de cimento da cabeça aos pés. A casa estava precisando de obra e os homens resolveram fazer o serviço. Enquanto isso, minha cunhada foi buscar seu filho na creche e eu fui para a cozinha fazer comida. Quando tudo ficou pronto, coloquei minha comida no prato, a do meu namorado e a do pedreiro. 

Sim, eu coloquei a comida do meu namorado no prato. E não vejo opressão alguma em agradar quem está ao nosso lado. 




Quando todos comeram, os homens voltaram para a obra, eu peguei meu sobrinho no colo e fiquei brincando com ele enquanto sua mãe tomava banho.

Os homens estavam carregando nas costas sacos de cimento de 50 kg para lá e para cá.

As mulheres estavam cuidando do bebê, fazendo comida e tomando banho.

É um dia normal.




Sim, é um dia normal na cabeça de pessoas normais.

Porém, na cabeça de uma feminista acontece o seguinte:

1 - Eu sou uma pobre oprimida, pois levantei cedo e fui malhar para ficar com o corpo de acordo com o padrão de beleza imposto pela sociedade;

2 - Cheguei em casa e ainda tive que fazer comida: mais uma opressão;

3 – Minha cunhada, que teve que levar e buscar seu bebê na creche, está na pior das prisões que existe: a maternidade.

4 – Coloquei comida no prato do meu namorado. Pasmem! Como consigo ser submissa a esse ponto? Eu deveria gritar que ele é um estuprador em potencial, deixar meus cabelos da perna e do sovaco crescerem e dizer que sou empoderada.

5 -  E, por fim, ainda tive que brincar com uma criança.

Pois bem, o que acontece é: a teoria do feminismo (do comunismo também) é linda, mas a prática passa bem longe disso.

Pense nessa situação: a aula do meu curso acabou, um colega de turma abriu a porta para uma colega feminista e eu passarmos.

Na minha cabeça, eu pensei: “ah, que fofo! Ele foi gentil.”

Na cabeça da feminista ela pensou e depois falou bem claro para mim: “não sei por que esse macho abriu a porta para a gente. Eu tenho braço, posso abrir uma porta.”

Ou seja, um simples ato de gentileza no Incrível Mundo do Mimimi é considerado machismo.

Em contrapartida, houve um dia em que eu estava no ponto de ônibus com minha mãe, o ônibus parou à nossa frente, um homem nos empurrou grosseiramente para entrar na nossa frente.

Que homem ridículo – pensei.

Mas instantaneamente me lembrei da situação do meu colega de sala que abriu a porta e conclui (algo obvio): existe homens ridículos e insuportáveis, assim como existe mulheres ridículas e insuportáveis.

O sexo não define se a pessoa é boa ou ruim.

Mas o que, de fato, as mulheres ganharam com o feminismo? 

Nada. 

As mulheres ganharam o direito de trabalhar? Na verdade, elas perderam o direito de NÃO trabalhar. Antigamente, quando uma mulher se casava, ela tinha todo o direito de ficar em casa e o marido tinha a obrigação de sustentá-la. E isso foi perdido para sempre. 

Isso não quer dizer que sou contra as opções. Se a mulher quer trabalhar, ela tem todo o direito, mas se ela quiser ser dona de casa, qual é o problema?

Desde a idade da pedra o homem fazia três coisas: trabalhava, cultivava e protegia. Através de toda a História eles foram julgados pelo seu trabalho duro e pela proteção que davam às suas mulheres e filhos. As mulheres viam seus homens como conquistadores, provedores, heróis, mas em um momento da História isso mudou. As mulheres viraram suas próprias heroínas. Talvez tenha sido porque os homens esqueceram como era ser um herói ou talvez porque elas não queriam mais ser protegidas, ou os dois. Seja qual for o motivo, o mundo tirou do homem as razões para ser um homem. Elas disseram que ele não era mais importante. E quando isso aconteceu o mundo virou de cabeça para baixo.





Para ser justa, o feminismo que estou criticando nesse artigo é o atual. Esse feminismo doentio pregado nas universidades e na mídia. A primeira onda do feminismo, la da década de 60, reivindicava pautas que toda a sociedade aceitava: o direito de votar, o mesmo salário dos homens, acesso à educação e direitos civis iguais. Se o movimento parasse por aí, é claro que eu concordaria. O  problema foi o processo de emburrecimento que aconteceu ao longo dos anos que deixou as feministas iguais zumbis.

15 comentários:

  1. Adorei o texto , otimo ponto de vista e esclarecimento , sobre um dos temas mais conturbados da internet , tenho a necessidade de compartilhar isso !!

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  2. Parabéns, por mais mulheres independentes e mais q isso inteligentes

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  3. O MELHOR TEXTO E A MELHOR ANALOGIA SOBRE O ASSUNTO QUE JA TIVE O PRAZER DE LER E ANALISAR... PARABENS. TAMBEM VOU COMPARTILHAR....

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  4. Gostei, vou compartilhar, apesar da vasilina que você passou no feminismo dos anos 60, que já era uma m...

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  5. Vai chegar um dia em que as mulheres precisarão da proteção dos homens e não terão cito como exemplo outras culturas entrando no nosso país assim como esta acontecendo na Europa onde os homens estão feminilizados e não defendem as mulheres que são estupradas no meio da rua.

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  6. Feministas são mulheres que nunca se conformaram em ter como seu órgão sexual uma vagina, simples assim; queriam ter pênis e testículos e como nasceram desprovidas de órgão viril, revoltadas por possuírem vagina, odeiam seu objeto de desejo.

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  7. Artigo de quem pensa para quem pensa. Parabéns!

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  8. Uau, parabéns!!! Por mais mulheres como a senhorita! Já vou compartilhar.

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  9. Parabéns ótima analogia sem mimi falando o necessário....

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  10. Realmente, melhor artigo que já li sobre esse assunto, parabéns.

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  11. Se o odio de um ser humano pelo outro e tão marcante assim e ainda te pessoas que aprovam chamando Esto de inteligência, é porque o fim dos tempos está próximo mesmo, isto é do uma ignorância primitiva.

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