sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Feminismo x Cristianismo: posso ser cristã e feminista?

     



...Mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos como ao Senhor, porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo... Homens, amai vossas mulheres como Cristo amou a igreja e se entregou por ela. Assim, os maridos devem amar as suas mulheres como seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama-se a si mesmo...” Efésios 5:22-25


O movimento feminista quando surgiu reivindicava pautas que os cristãos concordavam: o direito de votar, o mesmo salário dos homens, acesso à educação e direitos civis iguais. Se o movimento parasse por aí, é claro que os cristãos concordariam com ele, afinal a Bíblia diz que Deus criou os homens e mulheres iguais, à sua imagem e semelhança. O que acontece é que o movimento não parou por aí. Surgiram diversas autoras feministas que afirmavam que a sociedade impunha sobre as mulheres uma opressão, e o cristianismo passou a ser alvo de ataques já que a palavra de Deus denomina o homem como o líder. 

Inclusive, foi reivindicado uma revisão completa da bíblia, chamaram Deus de “Sofia” e quiseram tirar toda referência a Deus como “Ele”. Jesus não seria mais O filho de Deus, e sim A criança de Deus.


Mas e o fato de a mulher ser submissa ao homem?

Se você perguntar para qualquer feminista se a mulher deve ser submissa ao homem, ela imediatamente responderá que não, e fará um discurso sobre homens e mulheres serem iguais. Toda vez que alguém fala em submissão da mulher ao homem, a maioria das pessoas pensam automaticamente em humilhação da mulher ou na sua desvalorização, porém deixam de comentar o versículo que vem logo depois: “maridos, amem suas mulheres como Cristo amou a igreja, dando sua vida por ela”, ou seja, ser submissa a um homem que te ama tanto ao ponto de dar a vida por você não deve ser uma coisa ruim, não é? Até porque submissão não é fazer tudo o que o homem quer ou manda, o nome disso é malandragem. Ser submissa é ser sábia, respeitar seu marido, ampará-lo, valoriza-lo, considerar a opinião dele. Em contrapartida, ele deve te amar como Cristo amou a sua igreja, colocando-se no seu lugar, dando a vida por você, sentindo a dor que deveria ser sua. A submissão é uma prova de confiança. Você confia tanto nele ao ponto de deixa-lo no controle e ele te ama tanto ao ponto de escolher o melhor caminho para os dois.

Agora, aqui vai alguns pontos que quase todos os grupos feministas defendem e o que a bíblia diz a respeito:

1   O direito de abortar. Meu corpo, minhas regras.

Bíblia: “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísse da sua mãe te santifiquei, às nações te dei por profeta.” Jeremias 1:5 – “não matarás.” Exodo 20:13. Ou seja, no olhar bíblico, antes mesmo de a criança se formar no ventre, ela já é um ser humano que Deus conhece, por isso o aborto é assassinato. A ciência concorda com a bíblia, os tratados de biologia afirmam que a vida começa na fecundação.

    O relacionamento gay.

Bíblia: Os homens “não tenham relações sexuais com um homem assim como se costuma ter com uma mulher.” Levítico 18:22

    A liberação completa dos limites sexuais.
Bíblia: Deus restringe a relação sexual apenas aos casados, quer que os dois tenham prazer com o ato e o apostolo Paulo em uma carta ao Coríntios ainda aconselhou ao casal a não ficar muito tempo sem relação. “O marido dê a esposa o que lhe é devido, e faça a esposa o mesmo para com o marido... não privem um ao outro do que é devido, a não ser por consentimento mutuo por um tempo determinado e depois unam-se novamente para que Satanás não os tente.” 1 Coríntios 7:3

4    Rejeição de Deus como autoridade final na vida.
Bíblia: “Se vocês me amam, obedecerão os meus mandamentos.” João 14:15. “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens.” Atos 5:29.
Visto isso, percebe-se que o feminismo e o cristianismo levantam bandeiras diferentes e antagônicas. É impossível seguir os dois ao mesmo tempo. Conceitos feministas são gravemente anti-bíblicos.

Você pode ser cristã. Você pode ser feminista. Você só não pode ser os dois ao mesmo tempo.