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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O outro lado do Regime Militar


Toda história tem, pelo menos, dois lados e duas versões. Porém, é notório que, nos livros do MEC e na mídia, a maioria dos assuntos é contada com apenas uma versão, principalmente quando diz respeito ao governo militar. Por isso o objetivo desse artigo é abordar essa época tão polêmica do nosso país na visão dos próprios militares

Então, vamos lá:

Eu tinha 14 anos de idade quando tive minha primeira aula sobre o regime militar. Me lembro como se fosse ontem eu chegando em casa muito assustada e questionando:

- Mãe, como você conseguiu sobreviver ao período do governo militar no Brasil?
- Ué? Por quê?
- Mãe, as torturas com a população, mortes, os porões da ditadura!
- Onde aconteceu isso? Nunca fui torturada nem tive amigos que foram, andava na rua tranquilamente e não tinha tantos bandidos na rua como hoje.

Então, comecei a me questionar: quem estava mentindo para mim? Minha mãe ou a professora?





A HISTÓRIA 

O cenário mundial era de muita tensão. 

Em 1962 houve a crise dos mísseis de Cuba onde um avião espião dos Estados Unidos descobriu que a União Soviética havia instalado uma base militar em Cuba com mísseis tão potentes que seriam capazes de atingir 70% do território americano. Mísseis centenas de vezes pior que a bomba de Hiroshima se for comparar. 

O mundo estava à beira de uma guerra nuclear. 

Em 1964, os brasileiros e o resto do mundo ainda viviam com medo devido às memórias de outubro de 1962, além do fato que a esquerda comunista, sempre muito bem organizada, estava pronta para uma revolução igual a de Cuba. Havia inúmeros conflitos políticos e sociais. Greves e mais greves se espalhavam pelo território brasileiro. Escolas, serviços públicos, bancos, transportes, tudo era paralisado. Sem contar as filas intermináveis para a compra de alimentos, em toda parte faltavam gêneros alimentícios de primeira necessidade e a inflação era absurda. O caos estava formado.

O presidente da época era João Goulart, o qual reatou relações diplomáticas com URSS, negociou diretamente com o Partido Comunista Brasileiro e fez acordos políticos formando uma frente popular para a unificação das forças esquerdistas.

Diante desse cenário de incertezas e com medo do dia de amanhã, o povo foi às ruas e clamou aos militares para que intervissem na situação do país. 

E no dia 31 de março do ano de 1964, madrugada de 1º de abril, os militares, atendendo o pedido da população, bloquearam as ruas das principais cidades brasileiras e instauraram um novo governo no Brasil. 

Os comunistas, inclusive, João Goulart, fugiram para embaixadas de países simpáticos às suas ideologias. O país inteiro foi salvo de uma ditadura comunista e uma provável guerra civil. Não houve nenhuma morte.
           
...Eu tinha 17 anos, me lembro bem da festa que meu pai e seus amigos fazendeiros fizeram quando os militares assumiram o poder, livrando o Brasil do iminente perigo do comunismo. Dali pra frente foi um tempo de paz e segurança nas cidades, prosperidade e crescimento.” Escreveu Maria de sena bezerra no blog do Vicente Alencar.

Em 1966 a contrarrevolução completava dois anos e solenidades eram realizadas pelo povo e pelos militares por todo o país. Em Recife, milhares de pessoas se reuniram no Parque Treze de Maio quando sofreram uma violenta explosão, seguida por uma grande nuvem de fumaça. 

Esse foi o primeiro ataque terrorista realizada pelos comunistas. 

Ao mesmo tempo, mais uma bomba explodia na residência do comandante do IV Exército, e outra bomba que felizmente falhou foi encontrada num vaso de flores da Câmara Municipal de Recife.

Cinquentas dias depois dos primeiros ataques terroristas foram arremessados uma banana de dinamite e dois coquetéis “molotov” contra os portões da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco.

Completos quase 4 meses da explosão da primeira bomba, os comunistas lançaram mais três bombas no dia 25 de julho de 1966, colocadas na União dos Estudantes de Pernambuco e no Aeroporto de Guararapes onde houve dois mortos e treze feridos graves, dentre eles, uma criança de apenas seis anos.

A esquerda estava organizada em grupos terroristas com ajuda de Cuba, China e URSS: bombas, sequestros, assaltos, assassinatos eram praticados com o intuito de instaurar uma ditadura socialista no país.

Todos os principais ex-guerrilheiros que se lançam na guerra política costumam dizer que estavam lutando pela democracia, eu não tenho condições de dizer isso, eu estava lutando contra uma ditadura militar, mas se você examinar o programa político que nos movia naquele momento era voltado para uma ditadura do proletariado... A luta armada naquele período não estava visando a democracia, pelo menos no seu programa” Afirmou Gabeira em entrevista disponível na internet.

Devido às atrocidades que a esquerda praticava, matando inocentes em prol de sua ideologia foi que se iniciou a luta armada no Brasil. Militares e comunistas pegaram em armas. Os esquerdistas se infiltraram nas universidades, escolas e na mídia com o intuito de incitar a luta armada contra os militares, foi nesse momento da História que foi instaurado o temido Ato Institucional nº 5 que concedia poderes especiais ao presidente, o qual podia: suspender direitos políticos de qualquer cidadão e a censura prévia de músicas, jornais e livros.

Só nesse momento pode-se chamar de ditadura, e uma ditadura bem leve se comparar com as ditaduras modelo que os comunistas queriam imitar.

Num Brasil de mais de 100 milhões de habitantes 500 morreram, incluindo militares. Na Cuba socialista com 5 milhões de habitantes, 17 mil foram mortos. Número mais de mil vezes maior que o caso brasileiro. Comparando com os dias de hoje: Só em abril de 2016 no Rio de Janeiro houve 453 homicídios e nos primeiros 4 meses do ano houve 1.700 homicídios. E muitos dizem que hoje é melhor. A conhecida “falsa paz”.

Durante os 20 anos de regime militar houve o crescimento do PIB de 14%, a criação da Eletrobras, construção de quatro portos e recuperação de mais vinte, implementação do metrô em SP, RJ, BH, Recife e Fortaleza, construção da ponte Rio-Niterói, construção da Rodovia Rio-Santos (BR 101), criação da Embratel e Telebrás, FGTS, PIS, PASEP, mas os livros insistem em tratar esse período como algo traumático, assustador e desumano. Houve erros no governo militar como em todo governo há. Pessoas morreram dos dois lados, os dois lados pegaram em armas. O Brasil estava em guerra e não há nada de bonito na guerra a não ser a vitória.

A semelhança entre Deus e os militares é que eles sempre são lembrados em momentos difíceis.


7 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigada, Maria! E obrigada por me permitir colocar seu depoimento também. :)

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  2. Parabéns pela coragem, Jenifer. O Brasil está mudando para melhor, a verdade está aparecendo até antes do que eu esperava. Pena que tantos brasileiros foram iludidos durante essas décadas de "nova república", quando os valores morais e espirituais foram tão conspurcados.

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    1. Obrigada, André! Realmente muitos foram enganados e ainda estão sendo enganados pela mídia, pelos professores, pelas novelas. Eu quase cheguei a cair na deles também, mas graças a Deus não caí. Vamos tentar espalhar a verdade por aí.

      Um grande abraço!

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  3. Parabens linda Jenifer espetacular seu artigo .

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  4. Parabens linda Jenifer espetacular seu artigo .

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